Durante anos, planilhas foram a principal ferramenta de controle dentro das indústrias. Elas ajudaram a organizar produção, registrar paradas, consolidar indicadores e estruturar relatórios gerenciais.
No entanto, o problema não está na planilha em si, mas no papel que ela passou a ocupar: o de sistema central de decisão em um ambiente industrial que muda a cada minuto.
Atualmente, a indústria moderna opera em alta variabilidade. Máquinas mudam de comportamento, gargalos se deslocam ao longo do turno e pequenas falhas se acumulam silenciosamente. Portanto, quando a informação chega atrasada, a decisão também chega tarde e, consequentemente, o prejuízo já aconteceu.
Em primeiro lugar, planilhas continuam presentes porque são simples, conhecidas e aparentemente eficientes. Além disso, não exigem grandes investimentos iniciais e oferecem uma sensação imediata de controle. Assim, o gestor olha números organizados, gráficos bem formatados e acredita que está acompanhando a operação. Porém, na prática, a maior parte dessas informações representa o passado da fábrica e não o que está acontecendo agora.
A indústria moderna opera em alta variabilidade. Máquinas mudam de comportamento, gargalos se deslocam ao longo do turno, pequenas falhas se acumulam e decisões precisam ser tomadas rapidamente. Quando a informação chega atrasada, a decisão também chega tarde, e o prejuízo já aconteceu.
Na rotina industrial, planilhas costumam ser atualizadas apenas no fim do turno ou do dia. Dessa forma, paradas, perdas de eficiência e desvios de processo só se tornam visíveis depois que já impactaram custo, prazo e qualidade.
Ou seja, decidir com base em dados históricos em um ambiente operacional dinâmico é como dirigir olhando apenas para o retrovisor. Segundo a Harvard Business Review, empresas que utilizam dados atualizados para tomada de decisão apresentam desempenho significativamente superior às que operam com informações atrasadas.
Além do atraso, planilhas dependem fortemente de apontamento manual. Consequentemente, abrem espaço para erros, inconsistências e interpretações diferentes do mesmo evento. Enquanto um operador registra uma parada, outro pode ignorá-la. Da mesma forma, um gestor consolida dados de um jeito e outro interpreta de forma diferente. Com o tempo, portanto, os indicadores perdem confiabilidade. E quando o gestor não confia totalmente nos números, a decisão deixa de ser técnica e, inevitavelmente, volta a ser baseada em percepção.
Outro ponto crítico é a fragmentação da informação. Em geral, produção, manutenção, qualidade e energia trabalham com planilhas diferentes, atualizadas em momentos distintos e analisadas de forma isolada. Nesse contexto, a operação deixa de ser vista como um sistema integrado. Assim, cada área tenta otimizar seu próprio número, enquanto o resultado global continua aquém do potencial.
Planilhas, por natureza, mostram médias. Entretanto, a indústria perde dinheiro justamente nos desvios. Microparadas, variações de ciclo, pequenas quedas de performance e comportamentos anormais das máquinas raramente aparecem de forma clara. Ainda assim, esses eventos se acumulam ao longo do tempo e, consequentemente, corroem a margem sem chamar atenção imediata. Trata-se de um tipo de perda que não gera alarme, mas pesa diretamente no resultado final do mês.
Por outro lado, quando a indústria adota coleta automática de dados, sensores e sistemas conectados ao chão de fábrica, a lógica operacional muda completamente. Nesse cenário, a informação deixa de ser apenas registro e passa a ser instrumento de decisão.
Assim, o gestor começa a enxergar o que está acontecendo agora, identifica padrões de comportamento das máquinas e antecipa desvios antes que eles virem falhas.
De acordo com a IBM, soluções baseadas em Industrial IoT permitem reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência por meio de monitoramento contínuo e análise em tempo real.
Planilhas continuam úteis como apoio administrativo e análise pontual. Mas não foram criadas para sustentar decisões em tempo real em ambientes industriais complexos. A indústria que depende exclusivamente delas está sempre reagindo. A indústria que trabalha com dados confiáveis antecipa, corrige e cresce com controle.
Nesse contexto, a Imatik atua ajudando indústrias a saírem da dependência de planilhas de forma estruturada e prática. Integramos dados do chão de fábrica, transformamos informação dispersa em indicadores claros e conectamos cada etapa da produção à tomada de decisão.
Ou seja, não vendemos software por software.
Entregamos visibilidade, previsibilidade e eficiência operacional real.
Telefone: +55 47 9958-8999
Endereço: Av. Dona Francisca 8300, Perini Business Parq, Bloco 1B – TreeCom Indústrial – Zona Industrial Norte, Joinville, SC – CEP 89219-600